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No jardim perfumado do reino, ao nascer do sol, Lívia caminha entre flores brilhantes, mãos juntas, expressão esperançosa. Luz dourada da manhã filtra-se pelas pétalas e destaca o leve vapor que sobe da grama.
Em um reino encantado, além dos mapas conhecidos, existia um lugar onde os sonhos eram cultivados com cuidado e a fé iluminava cada amanhecer. Esse lugar se chamava Reino da Lívia.
No quarto iluminado pela manhã, Lívia senta-se à escrivaninha, sorriso suave, escrevendo metas em caderno colorido aberto ao lado de uma moeda recém-desenhada chamada Bigulito. Raios claros atravessam a janela e realçam as cores vivas do papel.
Lívia abriu seu caderno colorido. Anotou metas, datas e pequenos passos. Murmurou: "Planejar também é ter fé". Nasceu a moeda dos sonhos responsáveis. Ela a chamou de Bigulito. Sorriu: "Vai unir coração e mundo".
Na praça central ensolarada, Lívia ergue um reluzente Bigulito gravado com 04/03/2011, enquanto moradores felizes aplaudem ao fundo. A luz do meio-dia faz a moeda brilhar como pequeno sol diante de seu rosto orgulhoso.
No reino, todos concordaram felizes. Um Bigulito valeria exatamente um Euro. Gravaram a data 04 de março de 2011. Lívia disse: "Assim lembro quem sou". E como cheguei até aqui. Fé e responsabilidade caminharão juntas.
No escritório aconchegante à tarde, Lívia organiza três saquinhos transparentes rotulados 'Guardar', 'Aprender' e 'Experimentar' sobre a mesa, colocando Bigulitos em cada um, rosto concentrado. Mapas coloridos estendem-se abertos, iluminados por lâmpada suave.
Lívia separou três saquinhos transparentes. Disse: "Guardar, aprender, experimentar". Colocou Bigulitos em cada objetivo. Estudou mapas coloridos do além-reino. Sussurrou animada: "Uma pequena viagem". Mas tudo bem planejado e seguro.
No mercado ao ar livre, sob luz forte do meio-dia, Lívia recua diante de um objeto cintilante exposto na banca, apertando a bolsinha de Bigulitos junto ao peito, expressão decidida. Cestos de frutas e tecidos cercam a cena.
No mercado, brilhou um objeto tentador. Lívia pensou em gastar tudo. Respirou fundo e lembrou do plano. Disse baixinho: "Coração, seja responsável". Comprou apenas o necessário. Sorriu: "Fé também é escolher bem".
Na mesa de pedra do jardim, fim de tarde dourado, Lívia sorri enquanto alinha Bigulitos de madeira para resolver problemas num livro de matemática aberto. Mapas e régua repousam ao lado, folhas balançam suavemente ao vento.
De volta ao jardim, abriu livros. Estudou matemática com Bigulitos de madeira. Sorriu: "Números ajudam a sonhar". Depois, traçou rotas e distâncias. Rezou: "Dá-me sabedoria, por favor". O vento respondeu em silêncio tranquilo.
Diante do portão do reino ao amanhecer, Lívia, mochila leve nas costas e mapa à mão, olha para a estrada com sorriso confiante. Névoa suave envolve as torres atrás dela, tingida pelos primeiros raios rosados.
Chegou o dia da pequena viagem. Lívia arrumou mochila leve e segura. Verificou Bigulitos, rota e horários. Disse animada: "Vou além dos mapas". O portão do reino abriu-se devagar. Ela partiu com passos confiantes.
Na plataforma da estação iluminada pela manhã, Lívia verifica troco de Bigulitos e anota valores no caderno antes de beber de uma garrafa d'água. O trem verde-azulado aproxima-se soltando vapor leve atrás dela.
Na estação, comprou bilhete com Bigulitos. Conferiu troco com atenção tranquila. Pensou alto: "Transparência é respeito". Anotou gastos no caderno. Depois, tomou água e respirou fundo. O trem chegou cantando caminhos.
Sob um abrigo de madeira à beira da estrada, tarde cinzenta, Lívia consulta um plano de emergência plastificado enquanto fortes gotas de chuva salpicam o chão diante dela. Nuvens escuras recuam lentamente, deixando luz suave ao fundo.
No caminho, nuvens escuras se aproximaram. Lívia procurou abrigo seguro. Disse serena: "Espere, coração". Checou o plano de emergência. Rezou baixinho e acalmou a respiração. A chuva passou, deixando ar perfumado.
Em campo aberto ao pôr-do-sol, Lívia senta-se na grama desenhando o horizonte desconhecido em caderno de esboços, olhos brilhando. Cores laranja banham as colinas distantes e alguns Bigulitos repousam ao lado do estojo.
O horizonte mostrou campos desconhecidos. Lívia desenhou o que descobria. Falou encantada: "O mundo é sala de aula". Guardou lembranças no coração. E alguns Bigulitos para o futuro. Gratidão dançou nos olhos dela.
Na entrada florida do reino, fim de tarde, Lívia ergue o caderno fechado, narrando suas lições a moradores que sorriem ao fundo. A luz quente realça pétalas coloridas e seu rosto sereno.
De volta, o portão sorriu. Lívia contou ao reino suas lições. Disse: "Planejar cuida dos sonhos". E a fé ilumina cada passo. Guardou o caderno e respirou paz. O jardim respondeu com cores raras.
Ao nascer de um novo dia no jardim, Lívia segura um único Bigulito diante do bolso, sorriso esperançoso, enquanto o céu clareia em tons dourados. Orvalho cintila nas folhas, prometendo futuras jornadas.
Lívia guardou um Bigulito no bolso. Sussurrou: "Lembra-me quem sou". E que o tesouro é o caminho. Planejo, estudo, confio e sigo. O amanhecer acendeu novas viagens. Sorriu: "Fim e início, sempre juntos".