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In Samir’s sunny living room, toy cars scatter across the carpet while Samir kneels frozen, eyes wide. Karllene sits beside him on the floor, gently hugging him, her reassuring smile illuminated by afternoon window light.
Samir brincava com seus carrinhos quando mamãe Karllene se sentou ao seu lado. "Filho, mamãe vai voltar ao trabalho na segunda-feira," ela disse com um sorriso gentil. Samir parou de brincar. "Mas você vai ficar longe de mim?" ele perguntou preocupado. "Vou trabalhar durante o dia, mas sempre volto para você," explicou Karllene abraçando-o. "E a vovó vai ficar aqui brincando com você." Samir franziu a testa, ainda inseguro.
Early Monday dawn paints Karllene’s bedroom in soft gold as she fastens her work badge near the dresser. Samir, still in pajamas, clutches her hand while she kneels to meet his gaze, concern and tenderness on both faces.
Segunda-feira chegou rápido demais. Samir acordou e viu mamãe se arrumando. "Não quero que você vá!" ele disse segurando a mão dela. Karllene se ajoelhou na altura dele. "Eu sei que é difícil, meu amor. Mas mamãe precisa trabalhar para ajudar as pessoas." "Que pessoas?" perguntou Samir curioso. "Outras mamães que precisam de ajuda," respondeu ela beijando sua testa. "Volto no lanche da tarde. Prometo!"
Morning sunlight streams into the cozy kitchen where vovó, an elderly woman with silver hair and a floral apron, flips pancakes at the stove. Across the table, Samir pokes a fork into a syrupy stack, glancing wistfully toward the doorway.
Vovó preparou panquecas no café da manhã. "Vamos fazer um dia especial!" ela disse animada. Samir comeu devagar, pensando na mamãe. "Vovó, você acha que a mamãe está com saudade?" "Tenho certeza que sim," respondeu vovó sorrindo. "Mas ela está fazendo algo muito importante." "Mais importante que eu?" perguntou Samir. "Não, meu querido. Você é o mais importante. Por isso ela trabalha." Samir pensou naquilo.
Soft afternoon light filters through living-room curtains as vovó, an elderly woman with silver hair and a floral apron, opens a thick photo album on the couch. Samir leans close, eyes sparkling, while she points at young-Karllene’s picture.
Vovó mostrou fotos antigas para Samir. "Olha sua mamãe quando era pequena como você." "Ela era pequenininha!" riu Samir. "E a minha mãe, sua vovó, também trabalhava," contou vovó. "Sério?" perguntou Samir surpreso. "Sim! E eu ficava com minha avó, sua tataravó." Samir arregalou os olhos. "E você ficava triste?" "Às vezes. Mas descobri que era muito amado," disse vovó abraçando-o.
Mid-morning in the playroom, Samir wears a toy firefighter helmet and stethoscope, standing amid scattered blocks like makeshift buildings. In an armchair nearby, vovó, an elderly woman with silver hair and a floral apron, applauds, sunbeams highlighting her proud smile.
"Vamos brincar de trabalhar?" sugeriu vovó. Samir topou na hora. Ele fingiu ser um médico, depois bombeiro, depois professor. "É cansativo trabalhar!" disse Samir depois de um tempo. "É sim! Por isso sua mamãe fica tão feliz quando chega em casa e te vê," explicou vovó. "Ela gosta de trabalhar?" perguntou Samir. "Ela gosta de ajudar pessoas. Como você gosta de brincar."
Afternoon light slants across the dining table where Samir colors a drawing labeled “EU TE AMO MAMÃE”. Beside him, vovó, an elderly woman with silver hair and a floral apron, holds a box of colored pencils, watching with delighted eyes.
Samir teve uma ideia. "Vovó, vamos fazer um desenho para a mamãe?" "Que ideia linda!" disse vovó pegando os lápis de cor. Samir desenhou a mamãe, ele e muitos corações. Escreveu com letras grandes: "EU TE AMO MAMÃE". "Ela vai adorar!" disse vovó orgulhosa. Samir sorriu animado. Mal podia esperar para mostrar. O desenho ficou colorido e especial.
Early evening at the front doorway, Karllene steps inside still wearing her work badge as Samir leaps into her arms under warm hallway light. He proudly holds up the colorful heart-filled drawing while she smiles, tears glittering.
A campainha tocou! Samir correu para a porta. "Mamãe!" ele gritou pulando em seus braços. Karllene o abraçou forte. "Meu amor! Que saudade!" "Eu fiz isso para você!" disse Samir mostrando o desenho. Karllene sorriu com lágrimas nos olhos. "É o presente mais lindo do mundo!" "Como foi seu trabalho?" perguntou Samir. "Foi bom, mas pensei em você o tempo todo."
Nightfall finds the living-room softly lit by a floor lamp as Karllene and Samir sit side by side on the sofa, the folded drawing resting between them. Samir gestures animatedly while Karllene listens, her hand placed lovingly on his shoulder.
Mamãe e Samir se sentaram no sofá. "Filho, conte como foi seu dia," pediu Karllene. Samir contou tudo: as panquecas, as fotos, as brincadeiras. "E sabe, mamãe? Vovó disse que trabalhar é importante." "É verdade. Mas você é mais importante ainda," disse Karllene. "Eu sei agora," respondeu Samir sorrindo. "Você trabalha porque me ama, não porque não me ama."
Bright morning light fills Samir’s bedroom as he stands at the open window waving a small hand. Outside on the walkway, Karllene, carrying a tote bag, looks back with a wide smile, sunshine catching her hair.
Os dias foram passando. Samir começou a se acostumar. Toda manhã ele dava tchau na janela para mamãe. Toda tarde ela voltava com um abraço apertado. "Hoje ajudei uma mamãe muito triste," contou Karllene um dia. "E ela ficou feliz?" perguntou Samir. "Ficou! Assim como você me deixa feliz." Samir percebeu que mamãe ajudava outras pessoas como vovó ajudava ele.
Inside a colorful classroom under fluorescent lights, Samir stands beside his desk, chest out, while speaking to the class. The teacher writes “Profissões” on the board, and curious classmates watch, a stack of picture flashcards on Samir’s desk.
Na escola, a professora perguntou sobre o trabalho dos pais. "Minha mãe é psicóloga!" disse Samir orgulhoso. "Ela ajuda outras mamães que estão tristes." "Que legal!" disseram os amigos. "E você fica triste quando ela trabalha?" perguntou um colega. "Às vezes sinto saudade," admitiu Samir. "Mas sei que ela volta sempre. E que me ama muito!" Todos aplaudiram sua resposta.
Sunny Saturday in the park, Karllene and Samir sit on a green bench beneath leafy trees, each holding dripping ice-cream cones. Playground swings blur in the background while a light breeze lifts Karllene’s hair and Samir laughs mid-lick.
No sábado, mamãe não precisou trabalhar. "Hoje é só nosso!" disse Karllene animada. Foram ao parque, tomaram sorvete, brincaram muito. "Mamãe, eu gosto quando você trabalha," disse Samir de repente. Karllene ficou surpresa. "Por quê, meu amor?" "Porque quando você volta, fica ainda mais gostoso estar junto!" Karllene abraçou forte seu filhinho. "Você cresceu tanto, meu pequeno sábio."
Nighttime in Samir’s bedroom, a soft bedside lamp glows as Samir nestles under a star-patterned blanket. Karllene bends to kiss his forehead, her silhouette gentle against the dim walls, while a favorite plush bunny rests by his pillow.
Naquela noite, na hora de dormir, Samir pensou em tudo. O trabalho da mamãe não era tão ruim assim. Ela ajudava pessoas, assim como ele ajudava a vovó. "Mamãe?" chamou Samir sonolento. "Sim, meu amor?" "Quando eu crescer, também vou ter um trabalho importante." "Tenho certeza que sim," disse Karllene beijando sua testa. "Boa noite, meu tesouro." "Boa noite, mamãe. Te amo para sempre!"